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    • 06, Maio - 2026
    • 09:00
    • QUALIFICAÇÃO DE DOUTORADO 
    • Título
    • Se a biblioteca fosse nossa: uma abordagem focada nas teorias críticas em organização do conhecimento
    • Aluno
    • Fernanda Cordeiro de Carvalho
    • Orientador
    • Rogério Henrique de Araújo Júnior 
    • RESUMO
    • QUALIFICAÇÃO DE DOUTORADO 
      DISCENTE: Fernanda Cordeiro de Carvalho
      TÍTULO: Se a biblioteca fosse nossa: uma abordagem focada nas teorias críticas em organização do conhecimento
      HORÁRIO E DATA: 06/05/2026, às 09:00 
      COMPOSIÇÃO DA BANCA:   
      Rogério Henrique de Araújo Júnior - Presidente (PPGCINF/UnB) 
      Renato Tarciso Barbosa de Sousa - Membro Titular (vinculado ao PPGCINF) 
      Virgínia de Albuquerque Mota - Membro Titular Externo ao PPGCINF (UFMT)
      Deborah Silva Santos - Membro Suplente (FCI/UnB) 
      LOCAL DA REALIZAÇÃO DA BANCA:  
      Híbrida: Sala de Defesa 213 PPGCINF UnB e pelo MS Teams (Link)
      RESUMO: 
      Pensar que a biblioteca é um espaço neutro, desprovido de influências em relação à formação de seu acervo e que a organização da informação parte de um profissional que se despe de suas crenças e faz um trabalho técnico imparcial é uma convicção que vem sendo desmistificada. Conscientes desta mudança de paradigma, cabe as bibliotecárias e bibliotecários proporem novos caminhos para uma organização da informação que seja crítica aos sistemas vigentes e mais próxima da realidade demográfica, social e cultural da sociedade. Este desafio implica repensar práticas consolidadas, que orientam as políticas de formação e organização de acervos, reconhecendo-as como processos socialmente construídos e, portanto, permeados por valores, representações e disputas simbólicas. Neste contexto, imagina-se que a presente proposta de pesquisa possa, ao fazer diagnóstico da representação das escritoras ficcionais brasileiras e suas obras, contribuir para a reflexão sobre como as atividades de organização da informação podem refletir estruturas sociais que criam hierarquias e privilégios, contribuindo com a marginalização de grupos com base em características como gênero, raça, classe, sexualidade ou capacidades. E assim, romper com o lugar comum da ideia de neutralidade das práticas bibliotecárias que perpetuam exclusões e a supressão do conhecimento, do livre acesso à informação, do livre pensar, da livre expressão e, enfim, da liberdade individual. Assim, o objetivo geral desta proposta é propor recomendações com vistas a construir uma política para aprimorar a representação das escritoras ficcionais brasileiras e suas obras na organização dos acervos universitários. Para tanto, propõe-se a mapear como as escritoras e suas obras são representadas nas bibliotecas; analisar, a partir do viés crítico, os dados obtidos em busca de encontrar tendências e lacunas que mostrem os obstáculos para que representatividade e representação sejam melhores; e, por fim, considerando as implicações das práticas da representação descritiva e temática dos recursos estudados, buscar uma postura propositiva com vistas ao aprimoramento e transformação. Desta maneira, aspira-se apresentar uma alternativa aos paradigmas tecnicistas e positivistas, que enxergam o fazer bibliotecário como uma atividade eminentemente objetiva e neutra. O que se pretende é abrir portas para que se possa reimaginar e reconstruir espaços informacionais mais participativos, cooperativos e transformadores da realidade social.